Qual o exame de sangue que detecta gordura no fígado? Entenda os principais testes

O hepatograma é o principal exame de sangue utilizado para investigar gordura no fígado. Saiba como funcionam os exames TGO e TGP, quais sintomas podem surgir e como confirmar o diagnóstico.
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A gordura no fígado, também conhecida como esteatose hepática, é uma condição cada vez mais comum e pode estar relacionada à obesidade, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. Muitas pessoas descobrem o problema apenas durante exames de rotina, já que a doença costuma ser silenciosa nos estágios iniciais.

Mas afinal, qual exame de sangue detecta gordura no fígado? Embora nenhum exame de sangue consiga confirmar sozinho a presença de gordura hepática, alguns testes ajudam a identificar alterações no funcionamento do fígado e levantar a suspeita da doença.

Médico analisando exames laboratoriais de função hepática para diagnóstico de gordura no fígado.
Médico analisando exames laboratoriais de função hepática para diagnóstico de gordura no fígado.

Qual exame de sangue detecta gordura no fígado?

O principal conjunto de exames utilizado para avaliar a saúde do fígado é o hepatograma, também chamado de perfil hepático.

Esse exame analisa diferentes substâncias presentes no sangue e permite verificar se existe alguma alteração hepática.

Entre os principais marcadores avaliados estão:

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  • TGO (AST – Aspartato Aminotransferase);
  • TGP (ALT – Alanina Aminotransferase);
  • Gama GT (GGT);
  • Fosfatase Alcalina;
  • Bilirrubinas;
  • Albumina.

Quando esses exames apresentam alterações, o médico pode suspeitar de doenças hepáticas, incluindo gordura no fígado.

O que são TGO e TGP?

As enzimas TGO e TGP são produzidas principalmente pelas células do fígado.

Quando ocorre alguma inflamação ou lesão hepática, essas enzimas podem ser liberadas em maior quantidade para a corrente sanguínea.

Valores de referência

Os valores podem variar conforme o laboratório, mas geralmente são:

TGO (AST)

  • Entre 5 e 40 U/L

TGP (ALT)

  • Entre 7 e 56 U/L

Níveis elevados não significam necessariamente gordura no fígado, mas indicam que o órgão pode estar sofrendo algum tipo de agressão.

O hepatograma confirma gordura no fígado?

Não.

O hepatograma apenas sugere que existe uma possível alteração hepática.

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O diagnóstico definitivo normalmente exige exames de imagem, como:

Ultrassonografia abdominal

É o exame mais utilizado para identificar gordura acumulada no fígado.

Além de ser acessível, não invasivo e relativamente barato, consegue detectar graus moderados e avançados de esteatose hepática.

Elastografia hepática

Exame mais moderno que avalia:

  • Quantidade de gordura no fígado;
  • Grau de fibrose (cicatrização);
  • Risco de evolução para cirrose.

Tomografia e ressonância magnética

São utilizadas em situações específicas quando é necessária uma avaliação mais detalhada.

Qual exame detecta gordura no sangue?

Muitas pessoas confundem gordura no fígado com gordura no sangue.

Para avaliar os níveis de gordura circulante, o exame indicado é o lipidograma completo, que mede:

  • Colesterol total;
  • LDL (colesterol ruim);
  • HDL (colesterol bom);
  • Triglicerídeos.

Alterações nesses índices podem aumentar o risco de desenvolver esteatose hepática.

Quais são os sintomas da gordura no fígado?

Na maioria dos casos, não existem sintomas no início da doença.

Quando aparecem, os mais comuns são:

  • Cansaço frequente;
  • Sensação de peso no lado direito do abdômen;
  • Mal-estar;
  • Fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Desconforto abdominal.

Em estágios avançados podem surgir:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Inchaço abdominal;
  • Confusão mental;
  • Sinais de cirrose.

Quando o TGO e o TGP são preocupantes?

O valor isolado não determina a gravidade.

O médico avalia:

  • Histórico do paciente;
  • Sintomas;
  • Resultado de outros exames;
  • Doenças associadas;
  • Uso de medicamentos.

Em geral, níveis muito elevados exigem investigação rápida para descartar:

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  • Hepatites virais;
  • Lesões hepáticas agudas;
  • Cirrose;
  • Obstruções biliares;
  • Intoxicações medicamentosas.

O que pode causar gordura no fígado?

Os principais fatores de risco incluem:

Obesidade

O excesso de peso é uma das principais causas da esteatose hepática.

Diabetes tipo 2

A resistência à insulina favorece o acúmulo de gordura no fígado.

Colesterol e triglicerídeos elevados

Dislipidemias aumentam significativamente o risco da doença.

Consumo excessivo de álcool

O álcool é uma das principais causas de lesão hepática.

Sedentarismo

A falta de atividade física favorece alterações metabólicas.

Como reduzir a gordura no fígado?

Atualmente, não existe um medicamento específico aprovado para eliminar a gordura hepática em todos os casos.

As principais recomendações médicas incluem:

Perda de peso

Reduzir entre 5% e 10% do peso corporal pode melhorar significativamente o quadro.

Alimentação equilibrada

Priorize:

  • Frutas;
  • Verduras;
  • Legumes;
  • Proteínas magras;
  • Grãos integrais.

Reduza:

  • Açúcares;
  • Refrigerantes;
  • Ultraprocessados;
  • Frituras.

Exercícios físicos

A prática regular de atividade física ajuda a diminuir a gordura acumulada no fígado.

Evitar álcool

Em muitos casos, a suspensão do consumo alcoólico é fundamental para evitar a progressão da doença.

Qual médico cuida do fígado?

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das doenças hepáticas é o hepatologista.

Dependendo da situação, também podem atuar:

  • Gastroenterologistas;
  • Clínicos gerais;
  • Endocrinologistas;
  • Nutricionistas.

Conclusão

O principal exame de sangue utilizado para investigar gordura no fígado é o hepatograma, especialmente através da análise das enzimas TGO e TGP. Entretanto, esses exames não confirmam sozinhos a presença de esteatose hepática. Para um diagnóstico preciso, geralmente é necessária a realização de exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal.

A boa notícia é que a gordura no fígado pode ser controlada e até revertida em muitos casos por meio de mudanças no estilo de vida, alimentação saudável e acompanhamento médico adequado.

Fontes Atualizadas

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